1 ano de Jótadê: o que eu aprendi!

by | Jan 5, 2021 | CONTEÚDO | 1 comment

1 ano atrás eu estava morrendo de medo em níveis que não sei explicar, joguei cada segundo das minhas férias fora e foquei nesse projeto numa confusão mental onde eu acreditava no que eu queria para a Jótadê (incentivar criatividade e técnica no conteúdo de vocês), mas sem botar muita fé nela (morreria negando isso na época) porque não boto muita fé em mim mesma geralmente (autoestima não é meu forte) e esse projeto, bom, ele é todo ligado diretamente em o que eu sou, como sou, como faço e quanto faço. É “eu” demais pra minha zona de conforto. Então, como toda boa ansiosa, quis começar e desistir 47293x em menos de 1 mês durante o 1º mês da existência disso aqui. Fico feliz que não desisti.

Lição 1 —

Se eu não tivesse me jogado de cara, nunca teria saído do papel.

Odeio a frase “vai com medo mesmo” porque ela é tipo um conselho vazio, me diz o que fazer mas não me diz como. Como que faço para ir com medo mesmo? Como que não paralizo? E se der tudo errado e aí, enfio o medo onde, meu anjo?!

Na falta de explicação, fui com medo mesmo (mais medo ainda exatamente porque não tive explicação), mas a verdade é que é isso mesmo, é aceitar um “se der errado deu, fazer o que”. Eu só sabia que a Jótadê era o melhor pra mim e que eu sendo eu, nunca ia me sentir pronta, aquele era o mais próximo disso que eu chegaria disso, então era bom o suficiente.

Agora eu faço vários “vai com medo mesmo” na minha vida profissional e são todos uma versão daquela mesma sensação de se jogar num poço escuro e sem fundo, mas aí aparece um fundo, só tenho que confiar nesse fato.

Fica mais fácil depois que você pula nesse poço pela 1ª vez, mas sempre é pular num poço, só que os poços ganham luz de emergência e uma decoração calmante.

Lição 2 —

Você vai se perder, só se encontre de novo.

Uma consequência de “pular no poço” é que na verdade parece que faz no mínimo uns 3 anos que a Jótadê começou, porque tiveram umas 3 versões da Jótadê nesse 1 ano e cada um delas veio de uma crise existencial, até algo que temos aqui hoje, que é a forma mais verdadeira da Jótadê, porque fala, comunica e representa o que eu sempre quis pra ela de início, que é ensinar sobre conteúdo criativo que funciona, sem perder a técnica e sem perder a originalidade. 

Sabiam que foram mais de 100 clientes nesse ano? Só que a grande maioria voltou e por isso são cerca de 200 atendimentos. Vocês são clientes fiéis. A grande maioria de vocês confiou em mim mais de 1 vez (o que é o melhor elogio que eu poderia receber), a raridade são os que não voltam! Vocês fizeram disso a prova de que eu sou boa nisso aqui.

Eu com minha autoestima mixuruca nunca pensei que chegaria a ter 10 clientes o ano todo. 10 pessoas confiarem no meu trabalho parecia demais, mas no meu primeiro serviço ainda em janeiro de 2020 passamos do 10 (o que hoje parece definitivamente pouco, mas na época parecia inalcançável) e alí minha confiança cresceu pela primeira vez e aí vem uma lição pros que se sabotam, como eu:

 

Lição 3 —

A gente ganha confiança com o tempo.

Mas, se elogios e resultados positivos não for o que estiver rolando, se você não tiver o feedback dos sonhos, então escute, converse, observe, tente entender o suficiente para poder descobrir como melhorar a situação.

Uma crítica não é uma ferida permanente na sua capacidade profissional, um post que vai mal não é um desastre (é só um post), algo que não foi como você esperava não é irreparável. Nada disso é outro poço sem fundo e na verdade, se ignorarmos nossos erros, vamos perder a maior chance que temos de parar de errar.

Aprender com os erros é a maneira mais fácil de entender o que não fazer mais.

Estude suas decisões ruins e primeiro passo para é aceitar que existem decisões ruins e que elas foram feitas.

Lição 4 —

Estude suas decisões ruins.

Outra coisa que eu aprendi é que eu não sou a empreendedora das frases motivacionais que trabalha 20h por dia (até porque isso não é saudável, não importa o que o coach da meritocracia te diga) e tem como meta de vida ser milionário antes dos 30 como (quase) todo mundo parece ser.

Sou ansiosa e com saúde duvidosa, adoro dormir, tenho hobbys que não vou deixar de fazer e inclusive trabalho para poder bancar umas canetas caras que eu quero (inclusive, o dólar está tirando com a minha cara), amo meu trabalho mas me obrigo a parar de trabalhar pelo meu próprio bem porque já tive cada burnout que rende uma série da Netflix de 5 temporadas, ganhar 1 milhão não é exatamente motivador pra mim (não que eu não queira 1 milhão, mas “quero comprar aquela camiseta de R$100 é mais o tipo de meta que me leva pra frente) e se precisar, trabalho 20 horas por dia, mas não vou fazer isso toda semana porque não me faz feliz e é assim que essa história de trabalhar para mim mesma funciona na minha vida. É isso que me faz feliz.

Lição 5 —

Você não precisa agir/ser igual x e nem conseguir os resultados iguais os de y.

Demorei pra entender que me sentía meio inútil – tipo como um patinho feio só que um patinho não tão produtivo -, mas depois de conversas comigo mesma abracei que se é isso que funciona com eles eu acho incrível e que fiquem milionários em 10 dias (do fundo do meu coração), mas isso me deixa doente e empreender entrou na minha vida exatamente pelo oposto: priorizar meu bem estar.

O que me lembra de outra coisa: não compare seus números com o que você imagina que são o dos outros.

Poderia dar umas dicas mais práticas e dizer que se organizar desde o início vai te ajudar depois, para nunca misturar o email pessoal com o de trabalho, que não recomendo passar seu WhatsApp pessoal, estipular um horário de trabalho para você mesmo é importante, investir em estudos constantemente foi absurdamente importante para mim, que eu deveria ter escutado quem me aconselhou a começar antes, ócio criativo é coisa básica para criador de conteúdo que quer ser criativo, que para mim o Canva é uma muleta para muita gente que seria incrível em um PS ou AI e que o Trello é tudo de mais incrível, mas isso eu já faço no Instagram da Jótadê.

Tudo isso que eu disse são coisas que eu sei mas de vez em quando esqueço e do nada estou lá encarando o número de seguidores de alguém ou com preguiça de colocar um maldito número na planilha porque qual é, são 22 horas e eu quero ir para a cama, mas são lições que eu aprendi e sempre volto para elas.

O ponto é, feliz aniversário de 1 ano para isso tudo aqui que eu nem acredito que eu posso dizer que eu mesma crieiParecem 2 meses, 3 anos e uma vida inteira ao mesmo tempo, esse é só o primeiro post do blog desse projeto que começou faz 1 ano, é só o começo. 

Juliana D'Ornellas

Juliana D'Ornellas

22 anos, Curitiba

Ei, prazer, eu que criei a Jótadê!

Produção de conteúdo é algo que eu fazia anos antes de saber que isso tinha um nome ou muito menos que era uma profissão, agora é eu e vocês contra o conteúdo em massa, monótono, todo igual e que não trás resultados.